segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Pura tolice

Nunca me acalmo

Nunca me exalto

Eu sou assim

Um sobressalto

Diante do nada,

O infinito

Um paradoxo

Nada ortodoxo

Deveras esquisito

Nunca me curvo

Nunca enfrento

Eu sou assim

Um desalento

Diante de tudo,

Velho conflito

Um paradigma

Vida indigna

Corpo aflito

Nunca sou

Estou sendo

E tudo que disse

É pura tolice

Nessa incerteza

Vou vivendo.

 

Rafael Freitas



 

 

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