Nunca me acalmo
Nunca me exalto
Eu sou assim
Um sobressalto
Diante do nada,
O infinito
Um paradoxo
Nada ortodoxo
Deveras esquisito
Nunca me curvo
Nunca enfrento
Eu sou assim
Um desalento
Diante de tudo,
Velho conflito
Um paradigma
Vida indigna
Corpo aflito
Nunca sou
Estou sendo
E tudo que disse
É pura tolice
Nessa incerteza
Vou vivendo.
Rafael Freitas

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